- Mesa 1: A Universidade e os seus fins: a quem serve a produção do conhecimento nas IES.
A Universidade não pode e não deve ser uma instituição neutra ou alienada do seu papel social. Dessa reflexão, é necessário que os setores organizados dentro e fora da Universidade analisem criticamente o processo de produção de conhecimento, quem são os atores envolvidos nesse processo e a quem se destina o acúmulo intelectual na IES, a fim de questionar se estas vêm atendendo a necessidade de contribuir para a inclusão dos setores historicamente excluídos e para a solução dos problemas nacionais.
- Mesa 2: O papel das propagandas de medicamentos na promoção do uso racional de medicamentos.
Diferente do que ilustram as antigas e atuais propagandas de medicamentos, a experiência da humanidade quanto ao uso destes insumos já mostrou que nenhuma fórmula possui efeito milagroso. Pelo contrário, estamos a caminho de concluir que todos os medicamentos desenvolvidos produzem efeito colateral no organismo. A discussão acerca da resistência bacteriana e do alto número de intoxicações registrados no país, anualmente, levanta a preocupação dos profissionais de saúde em analisar qual é a responsabilidade da indústria farmacêutica na grande mídia e como as propagandas de medicamentos vêm impactando nos serviços de saúde e no ciclo da Assistência Farmacêutica.
- Mesa 3: Desafios para a consolidação do Parque tecnológico nacional: a quebra das leis de patentes e o avanço dos laboratórios oficiais.
Cada vez mais conceitos como oferta/demanda, custo/benefício, dentre outros, têm norteado o desenvolvimento de políticas de saúde e o que se vê é uma deterioração, uma deturpação, dos próprios fins a que essas atividades se propõem. Questionar o atual modelo de produção das ciências médicas e suas tecnologias, assim como sua acessibilidade, nos obriga a confrontar uma realidade de exclusão e falta de democracia. A lei de patentes representa hoje um dos principais fatores definidores deste cenário. O projeto contra-hegemônico que se apresenta como alternativa vem no sentido de superar o paradigma da propriedade intelectual, propondo o incentivo público para as pesquisas socialmente relevantes que garantam a consolidação nacional das políticas de universalização da produção intelectual.
- MESA 4: As novas regras da ANVISA e o papel do profissional farmacêutico nesse novo contexto.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa/MS, pela publicação da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) Nº. 44, de 17 de agosto de 2009, trouxe para o seio da sociedade brasileira, uma nova forma de pensar as Farmácia comerciais. Há muito que os profissionais farmacêuticos organizados em seus sindicatos ou não, lutam para que as Farmácias se tornem de fato, estabelecimentos de promoção à saúde, protegendo a sociedade e minimizando os impactos e efeitos negativos trazidos com a própria terapêutica. Diante dessa conquista, é necessário que as frentes de luta avancem ainda mais sobre a necessidade da não mercantilização dos medicamentos e de assegurar que o profissional farmacêutico no uso das suas atribuições, garanta eficácia, qualidade e gratuidade dos seus serviços.
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